SP tem mostra dedicada aos pólos.
Uma exposição destinada a mostrar o impacto do aquecimento global nas regiões polares abre hoje em São Paulo.
A mostra Latitude 90º, que fica em cartaz até agosto, comemora o Ano Polar Internacional (que termina em 2009) e os 25 anos do Programa Antártico Brasileiro.
O visitante verá fotos impressionantes do degelo do Ártico e da Antártida, verá filmes como "Uma Verdade Inconveniente" e "A Marcha dos Pingüins" e conhecerá a história da conquista da Antártida.
O evento acontece no Sesc Pompéia (r. Clélia, 98),
a partir das 10h.
Informações pelo telefone (00/xx/11/3871-7000).
quinta-feira, 5 de junho de 2008
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Continue mandando seus textos , artigos e trabalhos.
Comissão Editorial
Revista do Cageo Faculdades de Guarulhos
Comissão Editorial
Revista do Cageo Faculdades de Guarulhos
GEOGRAFIA REGIONAL
O PROCESSO DE REGIONALIZAÇÃO E A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO PRODUTIVO
Ana Madalena M. BarrosEstudante do 7 ª Período do Curso de Geografiada Universidade Estadual do Maranhão-UEMA
RESUMO
Este estudo foi realizado com o objetivo de analisar as características do processo de regionalização e a organização do espaço produtivo por meio de referências bibliográficas. A análise demonstrou a complexibilidade da organização do espaço produtivo no processo de regionalização e pressupôs, também, a elucidação de alguns aspectos conceituais referentes ao processo.
Palavras-chave: Regionalização-Globalização e Polarização.
ABSTRACT
This work has been done with the purposes of analyzing the characteristics of the regionalization process and the organization of the through bibliographic references. The analyze has showed the complexibility of the organization of the production in the regionalization process. The analyze has also clarified some conceptual aspects related to the process.
Keywords: Regionalization, globalization, polarization.
1. INTRODUÇÃO
O processo de regionalização é muito complexo e dinâmico. Desde as épocas mais remotas, o homem costuma dividir o espaço de acordo com as características que apresentam em suas várias porções levando em conta, principalmente, as características oriundas da influência das condições naturais e do espaço.
Uma idéia bastante difundida de região é a de homogeneidade, elaborada em termos de categorias geográficas, sociais, políticas e econômicas. Outra vertente de regionalização tem como referência o conceito de polarização, ou seja, de dominação econômica de determinados pontos do espaço sobre outros, o que pressupõe a heterogeneidade como fator de denominação de região.
A organização do espaço produtivo dá-se a partir do processo de regionalização e, dentro desta perspectiva, procura-se enfatizar como ocorre este processo buscando meios teóricos para construir conhecimentos que favoreçam uma boa aprendizagem.
2. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Consideram-se alguns conceitos de região:
“A idéia de região implica um princípio de organização” -CHOLLEY.
“O comércio é, por excelência, a atividade regionalizante, em função dele se estendendo o raio de ação dos centros citadinos” -Milton Santos.
“A cidade comanda, por mecanismos em conhecidos, o espaço que a cerca, armando como uma teia de aranha as relações comerciais, administrativas, sociais, demográficas, políticas, onde ocupa o centro” -Kayser.
“Regiões são espaços em que existe uma sociedade que realmente dirige e organiza aquele espaço” - Duarte.
Diante destes conceitos dos referidos autores, e outros tantos, nota-se a complexibilidade do termo. Cada conceito tem seu significado próprio e insere-se dentro de uma das correntes do pensamento geográfico.
Os modos de produção propiciam o desenvolvimento do processo de regionalização. O modo de produção capitalista é marcado pela simultaneidade dos processos de integração e diferenciação, verificada dentro da progressiva mundialização da economia, a partir do século XV. Dentro dessa ótica, os mecanismos de diferenciação de áreas tornaram-se nítidos a partir:
v Do aparecimento da divisão social e internacional do trabalho;
v da propriedade da terra, dos meios e técnicas de produção;
v das lutas das classes sociais.
Estes aspectos se deram com enorme distância em termos espaço-temporais, levando a uma diferenciação intra e intergrupos. E dentro desse contexto, verifica-se a existência da lei do desenvolvimento desigual e combinado proposto por Trotsky. Esta lei traduz-se, assim, no processo de regionalização que diferencia não só países entre si como, em cada um deles, suas partes componentes originando regiões desigualmente desenvolvidas, porém articuladas.
O professor Bernard Kayser coloca que a região organizada, que é típica dos países desenvolvidos, se caracteriza por três aspectos fundamentais:
a) Pela solidariedade existente entre seus habitantes;
b) pela organização em torno de um centro;
c) pela participação em conjunto.
Para Kayser as regiões organizadas nos países subdesenvolvidos só aparecem excepcionalmente em conseqüência da desigualdade de desenvolvimento regional existente em qualquer país. Pode ser bem exemplificado com os casos de São Paulo no Brasil, e de Bombaim na Índia.
No mundo subdesenvolvido várias são as formas de organização do espaço, conseqüentes de uma série de fatores como:
a) Descontinuidade das áreas habitadas;
b) abertura de zona economicamente produtiva para o exterior;
c) a existência de fronteiras arbitrárias;
d) a imprecisão da regionalização comercial opondo-se à rigidez da
regionalização administrativa.
Os fatores citados e a inexistência de uma rede eficiente de transportes e de comunicações por onde se fariam os fluxos faz com que o espaço seja organizado de formas diversas conforme as condições concretas e os níveis de desenvolvimento em que se encontram.
Observa-se o desnível de desenvolvimento regional tanto nos países desenvolvidos como nos subdesenvolvidos, tanto nos grandes como nos pequenos países. Assim, eles existem e são objetos de programação tanto nos Estados Unidos e na União Soviética como em países altamente industrializados de extensão média como a França, a Grã-Bretanha e Alemanha.
Existe, também, países subdesenvolvidos de grande extensão como o Brasil e a Índia, de média extensão como a Venezuela e Peru e de pequena extensão como o Panamá e o Paraguai.
Perroux desenvolveu a sua teoria dos pólos de desenvolvimento, segunda a qual o crescimento econômico não se faz de forma difusa por todo o espaço de um país, ou cobrindo as várias partes de uma região, mas se manifesta em certos pontos, a que o ilustre economista chama de pólos de crescimento, com intensidades variáveis, daí se expandindo por diversos canais como efeitos terminais variáveis sobre o conjunto da economia-polarização.
Como o pólo é sempre um ponto ou uma área que exerce influência sobre uma região, admite Perroux que esta influência tem de ser canalizada por estradas, por caminhos que liguem a área polarizada ao pólo.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O processo de regionalização e a organização do espaço produtivo tende a se constituir num relevante processo de desenvolvimento de economias em macro e micro plano, ou seja, através de mega blocos, países, regiões, estados e grandes centros.
Atualmente, com o processo de globalização, subespaços nos quais a regionalização, isto é, a revitalização da região como unidade geográfica por excelência, inclusive acima do tradicional Estado nascido com o Renascimento, está adquirindo especial transcedência, principalmente na Europa, onde a União Européia constitui-se num exemplo claro e notório. O Mercosul, na América do Sul, é um outro exemplo dessa revitalização da região.
Os Estados Unidos da América almejam a consumação da Alca, visando diminuir e/ou inibir o sucesso da União Européia através da concorrência em maiores proporções.
Ana Madalena M. BarrosEstudante do 7 ª Período do Curso de Geografiada Universidade Estadual do Maranhão-UEMA
RESUMO
Este estudo foi realizado com o objetivo de analisar as características do processo de regionalização e a organização do espaço produtivo por meio de referências bibliográficas. A análise demonstrou a complexibilidade da organização do espaço produtivo no processo de regionalização e pressupôs, também, a elucidação de alguns aspectos conceituais referentes ao processo.
Palavras-chave: Regionalização-Globalização e Polarização.
ABSTRACT
This work has been done with the purposes of analyzing the characteristics of the regionalization process and the organization of the through bibliographic references. The analyze has showed the complexibility of the organization of the production in the regionalization process. The analyze has also clarified some conceptual aspects related to the process.
Keywords: Regionalization, globalization, polarization.
1. INTRODUÇÃO
O processo de regionalização é muito complexo e dinâmico. Desde as épocas mais remotas, o homem costuma dividir o espaço de acordo com as características que apresentam em suas várias porções levando em conta, principalmente, as características oriundas da influência das condições naturais e do espaço.
Uma idéia bastante difundida de região é a de homogeneidade, elaborada em termos de categorias geográficas, sociais, políticas e econômicas. Outra vertente de regionalização tem como referência o conceito de polarização, ou seja, de dominação econômica de determinados pontos do espaço sobre outros, o que pressupõe a heterogeneidade como fator de denominação de região.
A organização do espaço produtivo dá-se a partir do processo de regionalização e, dentro desta perspectiva, procura-se enfatizar como ocorre este processo buscando meios teóricos para construir conhecimentos que favoreçam uma boa aprendizagem.
2. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Consideram-se alguns conceitos de região:
“A idéia de região implica um princípio de organização” -CHOLLEY.
“O comércio é, por excelência, a atividade regionalizante, em função dele se estendendo o raio de ação dos centros citadinos” -Milton Santos.
“A cidade comanda, por mecanismos em conhecidos, o espaço que a cerca, armando como uma teia de aranha as relações comerciais, administrativas, sociais, demográficas, políticas, onde ocupa o centro” -Kayser.
“Regiões são espaços em que existe uma sociedade que realmente dirige e organiza aquele espaço” - Duarte.
Diante destes conceitos dos referidos autores, e outros tantos, nota-se a complexibilidade do termo. Cada conceito tem seu significado próprio e insere-se dentro de uma das correntes do pensamento geográfico.
Os modos de produção propiciam o desenvolvimento do processo de regionalização. O modo de produção capitalista é marcado pela simultaneidade dos processos de integração e diferenciação, verificada dentro da progressiva mundialização da economia, a partir do século XV. Dentro dessa ótica, os mecanismos de diferenciação de áreas tornaram-se nítidos a partir:
v Do aparecimento da divisão social e internacional do trabalho;
v da propriedade da terra, dos meios e técnicas de produção;
v das lutas das classes sociais.
Estes aspectos se deram com enorme distância em termos espaço-temporais, levando a uma diferenciação intra e intergrupos. E dentro desse contexto, verifica-se a existência da lei do desenvolvimento desigual e combinado proposto por Trotsky. Esta lei traduz-se, assim, no processo de regionalização que diferencia não só países entre si como, em cada um deles, suas partes componentes originando regiões desigualmente desenvolvidas, porém articuladas.
O professor Bernard Kayser coloca que a região organizada, que é típica dos países desenvolvidos, se caracteriza por três aspectos fundamentais:
a) Pela solidariedade existente entre seus habitantes;
b) pela organização em torno de um centro;
c) pela participação em conjunto.
Para Kayser as regiões organizadas nos países subdesenvolvidos só aparecem excepcionalmente em conseqüência da desigualdade de desenvolvimento regional existente em qualquer país. Pode ser bem exemplificado com os casos de São Paulo no Brasil, e de Bombaim na Índia.
No mundo subdesenvolvido várias são as formas de organização do espaço, conseqüentes de uma série de fatores como:
a) Descontinuidade das áreas habitadas;
b) abertura de zona economicamente produtiva para o exterior;
c) a existência de fronteiras arbitrárias;
d) a imprecisão da regionalização comercial opondo-se à rigidez da
regionalização administrativa.
Os fatores citados e a inexistência de uma rede eficiente de transportes e de comunicações por onde se fariam os fluxos faz com que o espaço seja organizado de formas diversas conforme as condições concretas e os níveis de desenvolvimento em que se encontram.
Observa-se o desnível de desenvolvimento regional tanto nos países desenvolvidos como nos subdesenvolvidos, tanto nos grandes como nos pequenos países. Assim, eles existem e são objetos de programação tanto nos Estados Unidos e na União Soviética como em países altamente industrializados de extensão média como a França, a Grã-Bretanha e Alemanha.
Existe, também, países subdesenvolvidos de grande extensão como o Brasil e a Índia, de média extensão como a Venezuela e Peru e de pequena extensão como o Panamá e o Paraguai.
Perroux desenvolveu a sua teoria dos pólos de desenvolvimento, segunda a qual o crescimento econômico não se faz de forma difusa por todo o espaço de um país, ou cobrindo as várias partes de uma região, mas se manifesta em certos pontos, a que o ilustre economista chama de pólos de crescimento, com intensidades variáveis, daí se expandindo por diversos canais como efeitos terminais variáveis sobre o conjunto da economia-polarização.
Como o pólo é sempre um ponto ou uma área que exerce influência sobre uma região, admite Perroux que esta influência tem de ser canalizada por estradas, por caminhos que liguem a área polarizada ao pólo.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O processo de regionalização e a organização do espaço produtivo tende a se constituir num relevante processo de desenvolvimento de economias em macro e micro plano, ou seja, através de mega blocos, países, regiões, estados e grandes centros.
Atualmente, com o processo de globalização, subespaços nos quais a regionalização, isto é, a revitalização da região como unidade geográfica por excelência, inclusive acima do tradicional Estado nascido com o Renascimento, está adquirindo especial transcedência, principalmente na Europa, onde a União Européia constitui-se num exemplo claro e notório. O Mercosul, na América do Sul, é um outro exemplo dessa revitalização da região.
Os Estados Unidos da América almejam a consumação da Alca, visando diminuir e/ou inibir o sucesso da União Européia através da concorrência em maiores proporções.
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