quarta-feira, 11 de junho de 2008

Pedagogias Explícitas e Pedagogias Implícitas

Ricardo Rocha da Silva , aluno do
5º Semestre de Geografia da Faculdades de Guarulhos

"A rotina pedagógica é uma prática educacional constituída com base em uma política social e cultural que está profundamente vinculada à emergência e à vida concreta das instituições da modernidade. As sociedades modernas ocidentais caracterizam-se, prioritariamente, por serem disciplinadoras e normalizadoras (Foucault, 1987,1991), usando, para atingir esses objetivos, tanto instrumentos ligados à violência como à coerção." Currículo sem Fronteiras, v.6, n.1, pp.60 e61, Jan./Jun. 2006.
A partir desta premissa, podemos notar nas escolas as diferentes dinâmicas com que os profissionais do ensino deparam-se diariamente nas escolas. Vamos tomar o ponto de vista do professor como ponto de partida.
O professor preparasse durante anos em uma organização acadêmica esperando fazer parte da mudança que acontece no mundo educacional, tornar o aluno um futuro cidadão critico, melhorar seu status social e por conseqüência de sua função a do seu aluno também. Porém, ao chegar à sala de aula depara-se com uma realidade muito diferente que quase todas às vezes não são a mesma passada durante as aulas da academia, alunos que desrespeitam os professores, coordenadores, inspetores, vice-diretores e diretores, isto sem contar a violência gratuita para com a escola e colegas de classe. Claro que não podemos generalizar existem alunos que participam, respeitam e ainda produzem um material de ótima qualidade.
Ao ministrar aulas nas escolas o professor começa com todo o gás buscando diferentes metodologias e formas de trabalhar, materiais inovadores diversos, imagens, filmes e livros a gama de informação é enorme. A vontade de passar conhecimento é enorme, porém começa os problemas quando nos deparamos com a problemática da realidade em sala de aula é onde começamos a utilizar as "pedagogias explicitas e as pedagogias implícitas" citadas no inicio do texto.
O professor torna-se agressivo e ignorante, como forma de defesa, contra o desrespeito do aluno para com sua pessoa, com a classe e com a escola em si, mas como castigo a esta postura o professor utiliza mais alguns métodos que se diferenciam dependendo da classe em que ele se encontra.
Exemplos são aqueles professores que dão aula apenas para os alunos da frente que estão interessados na aula e não se preocupa mais em fazer com que a sala como um todo participe. Ou aquele professor que já perdeu o interesse completamente em ministrar e só está lá par receber seu salário ou fugir de uma rotina chata em casa.
O aluno em contra partida também possui seus mecanismos de defesa como a própria indiciplina em vários casos não passa de uma forma de pedir mais atenção dos adultos que o cercam hora para lhe mostrar um caminho ou objetivo a seguir ou mesmo uma simples conversa que ele só teria com muitas sessões com um psicólogo.
Deixo aberta esta questão: "estamos mesmo trabalhando corretamente? A nossa formação está realmente nos preparando para a realidade? O que devemos fazer?"

Um comentário:

Anônimo disse...

Caro Ricardo:

Posso, neste momento, apenas pensar um pouco na formação.
Creio que o fato de podermos escrever sobre o tema já é um grande avanço, tomada de consciência, reflexão para possíveis ações ... isso é muitíssimo importante para a nossa formação ... cotidiana (continuada?). Parabéns pela coragem em registrar suas inquietações na nossa revista.
Gde Abraço,
Prof. Luiz Augusto